sábado, 8 de maio de 2010

Reflexão sobre a Leitura IV

Carvalho, Ana Amélia Amorim (2005). Como olhar criticamente o  software educativo multimédia. Cadernos SACAUSEF – Sistema de Avaliação,  Certificação e Apoio à Utilização de Software para a Educação e a Formação: Utilização e Avaliação de Software Educativo, Número 1, Ministério da Educação, 69- 82, 85-86.

     O texto começa com uma abordagem sobre o Software Educativo Multimédia (SEM) que me parece ser actualmente muito usado, principalmente por crianças. É importante que o SEM proporcione uma interface agradável e uma navegação intuitiva, de modo a que a aprendizagem de determinado conteúdo se torne mais fácil e motivadora. Para isso é relevante a qualidade gráfica e a forma como o conteúdo está estruturado, assim como o controlo dado ao utilizador sobre a exploração do documento.

     É salientado que para poder ocorrer aprendizagem com o SEM existem três factores que se regulam mutuamente, tendo dois deles a ver com a familiaridade do utilizador com o sistema informático e com o conteúdo e vontade de aprender e o outro com a qualidade científica, pedagógica e técnica do SEM. É importante que a qualidade do SEM seja avaliada por peritos das áreas científica e pedagógica, para que o utilizador aprenda correctamente, mas também por peritos da área técnica, pois a qualidade técnica pode condicionar a motivação e interesse do utilizador.

     São abordadas as potencialidades do SEM na aprendizagem, motivação e autonomia dos utilizadores. O SEM ao disponibilizar ajuda à navegação está a promover a autonomia do utilizador e através do feedback a orientá-lo e apoiá-lo no seu desempenho. O utilizador pode saber de imediato se realizou correctamente a tarefa ou não. O feedback deve ser dado ao utilizador de forma a que este não desista.

     O SEM antes de ser utilizado nas actividades lectivas deve ser explorado e analisado pelo professor/educador, para que possa ser rentabilizado em contexto educativo. O texto apresenta assim, uma proposta de análise ao SEM, começando pelas indicações que a caixa deve conter, seguindo-se o início/a presentação, o menu que deve estar sempre disponível para facilitar a navegação e a exploração da informação; a estrutura que pode ser linear, hierárquica e em rede; as actividades disponibilizadas que devem ser exploradas, a fim de verificar a correcção científica, se o conteúdo é adequado à faixa etária e se está de acordo com o programa curricular; a interface que deve ser intuitiva e consistente, de modo a que o utilizador se possa orientar; a ajuda disponibilizada deve estar acessível e ser específica de cada secção.

     Alguns SEM disponibilizam actividades suplementares a ser impressas e sugestões para os pais e educadores. Apresentam hiperligações para sites temáticos ou para sites da editora, onde se pode encontrar informação complementar. A ficha técnica deve ser disponibilizada e a saída do SEM deve estar acessível.

     É claro que depois de o professor/educador analisar o SEM deve fazer um balanço sobre se é ou não adequado aos seus alunos.

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